A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deu sinal verde para projetos-piloto que vão testar o radar de velocidade média em trechos concedidos de oito estados. O sistema calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Começa a operar em caráter experimental e, por 180 dias, não vai gerar multas. O prazo pode ser prorrogado.
Para quem trafega pelo interior de Mato Grosso do Sul, a novidade tem endereço certo: a BR-163/MS, entre os km 620 e 630, também integra o piloto. A rodovia é uma das principais rotas de escoamento do agronegócio na região. Quem pega esse trecho com frequência, seja a trabalho ou em viagem, deve ficar atento às mudanças.
Teste inédito na BR-414: radar de velocidade média começa em breve e não aplica multas por 180 dias
A BR-414, em Goiás, está sob responsabilidade da Ecovias do Araguaia. O piloto vai monitorar do km 434 ao km 440, no sentido Sul. A concessionária define a data de início assim que a infraestrutura estiver pronta, conforme determinação da ANTT.
O mesmo vale para as demais rodovias do projeto. Não existe uma data única de largada: cada empresa informa quando o sistema entra em funcionamento. O que já está definido é o prazo de 180 dias de testes, com possibilidade de prorrogação, e a ausência de penalidades nesse período.
- BR-101/RJ: Eco Ponte, Ponte Rio-Niterói, km 323+700 ao km 332+720, sentido Norte
- BR-101/RJ: Arteris Fluminense, km 298 a km 314
- BR-050/MG: Eco Minas Goiás, km 171 ao 182, sentido Sul
- BR-381/MG: Motiva Minas SP, km 524 ao km 528
- BR-101/ES: Eco Capixaba, três trechos contínuos somando quase 23 km
- BR-414/GO: Ecovias do Araguaia, km 434 a 440, sentido Sul
- BR-163/MS: Motiva Pantanal, km 620 a km 630
- BR-386/RS: Motiva ViaSul, km 304 ao km 308
- BR-101/SC: Via Costeira, km 312 a km 315
Durante a fase educativa, a ANTT determinou sinalização específica nos trechos, com placas de início e fim, indicação da velocidade regulamentada e painéis de mensagem variável. Os dados coletados serão analisados mensalmente pela SUROD (Superintendência de Infraestrutura Rodoviária) para avaliar a viabilidade de aplicação definitiva.
Como funciona o radar de velocidade média e por que ele é diferente dos radares tradicionais
O radar convencional lê a velocidade apenas no ponto em que está instalado. Basta o motorista reduzir naquele instante e acelerar em seguida para escapar da flagra. O novo sistema muda essa lógica por completo.
A tecnologia calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade. Traduzindo: não adianta frear bruscamente antes do pórtico. O controle é feito ao longo de todo o trecho monitorado.
Esse modelo chega ao Centro-Oeste em caráter experimental. A expectativa é reduzir a prática de acelerar entre um radar e outro.
BR-163/MS também está no piloto: o que muda para quem trafega em Mato Grosso do Sul
A BR-163/MS, administrada pela Motiva Pantanal, participa do mesmo teste da ANTT. O trecho escolhido vai do km 620 ao km 630, região estratégica para o escoamento de grãos e para o trânsito entre cidades do interior sul-mato-grossense.
Quem passa pela rodovia com frequência deve ficar atento às novas sinalizações. As placas de início e fim do trecho monitorado e os painéis de mensagem variável vão indicar onde o sistema está ativo.
Durante os 180 dias, não há multa. Mas os dados coletados vão embasar a regulamentação definitiva. Depois do período de teste, a ANTT e as concessionárias definem se o sistema será mantido e como as penalidades serão aplicadas.
Para o motorista que roda pela região, a recomendação prática é simples: manter velocidade constante e respeitar os limites ao longo de todo o trecho, não apenas onde há placas de radar.
O que esperar do teste sem multa e como se preparar para o radar de velocidade média
A fase inicial tem caráter educativo, técnico e experimental. É um período de adaptação tanto para os motoristas quanto para as concessionárias.
Se aprovado após os 180 dias, o sistema poderá passar a valer com multas e pontos na CNH. Por isso, vale desde já ajustar a forma de dirigir nos trechos monitorados.
- Mantenha velocidade constante ao longo de todo o percurso, não apenas perto das placas.
- Respeite os limites regulamentados em cada trecho da rodovia.
- Fique atento às sinalizações de início e fim do monitoramento.
- Use aplicativos de navegação e acompanhe os painéis de mensagem variável nas rodovias.
A expectativa é que o sistema contribua para a segurança viária, especialmente em rodovias que dependem do transporte rodoviário para escoar produção.
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Perguntas frequentes
O radar de velocidade média na BR-414 já está multando? Não. O sistema está em fase de testes, com 180 dias sem aplicação de multas, prazo que pode ser prorrogado. O caráter é educativo, técnico e experimental.
Quando começa o teste na BR-163/MS? Cada concessionária definirá a data de início assim que a infraestrutura estiver pronta. A Motiva Pantanal, responsável pelo trecho sul-mato-grossense, ainda não divulgou o calendário.
Como funciona o radar de velocidade média? Ele calcula o tempo gasto pelo veículo para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.
Quais trechos de Mato Grosso do Sul participam do piloto? Apenas o trecho da BR-163/MS, do km 620 ao km 630, operado pela Motiva Pantanal.
O que acontece depois dos 180 dias de teste? Os dados serão analisados mensalmente pela SUROD. Após o período, a ANTT e as concessionárias decidirão se o sistema será mantido e como as penalidades passarão a ser aplicadas.