No próximo domingo (4), o eleitor de Mato Grosso do Sul vai às urnas em um pleito com uma particularidade que costuma gerar dúvida em quem vota no interior: a escolha de dois senadores de uma só vez. Cada candidato concorre com dois suplentes que integram a mesma chapa. Entender como votar para senador em MS antes de sair de casa evita erro na hora de digitar o número.
Diferente do que muita gente imagina, não existe votação separada para os suplentes. Eles constam da chapa registrada e são obrigatoriamente divulgados no material eleitoral de cada candidato. Por isso, conferir quem são esses nomes antes do domingo virou parte essencial da preparação do eleitor sul-mato-grossense.
Entenda a votação para senador em Mato Grosso do Sul
Cada estado elege dois senadores por eleição, e o eleitor deve digitar dois números distintos na urna. Em Mato Grosso do Sul, nas eleições gerais, o eleitor vota para senador duas vezes, com candidatos diferentes. Serão eleitos os dois candidatos mais votados no estado, sem segundo turno, e cada um terá mandato de oito anos.
A ordem de votação na urna eletrônica segue: deputado estadual, deputado federal, senador (primeiro voto), senador (segundo voto), governador e presidente. Não confunda: são dois votos para senador, mas em momentos separados da votação.
A ordem de votação na urna: como se preparar
A urna eletrônica exibe a sequência de cargos um a um, começando pelos deputados. Para senador, o primeiro voto aparece após os deputados, e o segundo vem logo em seguida.
Algumas dicas práticas para o eleitor do interior:
- Leve uma cola com os números dos candidatos para não errar na hora.
- Caso digite um número errado, é possível corrigir antes de confirmar.
- Anote os dois números de senador em folhas separadas, na ordem em que aparecerão na tela.
O papel do suplente de senador: o que faz e por que importa
Cada candidato a senador concorre com dois suplentes, que assumem em caso de vacância, licença ou afastamento do titular. Os suplentes constam na chapa registrada na Justiça Eleitoral.
O especialista em Direito Eleitoral Yves Drosghic explica o que muita gente esquece. "Enquanto não tenha a vacância, o suplente de senador é um cidadão comum, não tem nenhuma prerrogativa, não recebe salário nem nada. Mas, quando ele assume, é total", afirma. Ou seja: enquanto não assume, o suplente é um cidadão comum, sem prerrogativas ou salário. Quando assume, tem todos os poderes do cargo.
Sobre a divulgação, o especialista é direto: "Obrigatoriamente tem [dois suplentes] e é obrigatório também divulgar eles no material eleitoral". A lista de suplentes por candidato aparece em ordem alfabética no material.
Conferir quem são os suplentes é fundamental, pois eles podem exercer o mandato por longos períodos. Em Mato Grosso do Sul, já houve casos de suplentes que assumiram o mandato, como em licenças médicas ou para assumir outras funções. Vale lembrar que o voto em trânsito também exige planejamento: quem estará fora do domicílio eleitoral no dia 4 precisa se organizar com antecedência, como explica o guia sobre voto em trânsito em MS e os prazos para as Eleições 2026.
Suplentes de senador em MS: exemplos reais e sua importância
Mato Grosso do Sul já viu as duas posições da suplência entrarem em cena. Após a morte do senador Ramez Tebet, em 2006, o primeiro suplente, Valter Pereira, assumiu o mandato. Anos depois, Marisa Serrano deixou o Senado para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Seu primeiro suplente, Antônio Russo, assumiu a cadeira em 2011.
Quando Russo se licenciou para tratamento de saúde, em 2013, foi a vez do segundo suplente, Ruben Figueiró, tomar posse. Esses casos mostram que o suplente não é figura decorativa: ele pode votar projetos e representar o estado por longos períodos.
Por isso, ao escolher seu candidato a senador, verifique também os dois suplentes da chapa. Em cidades como Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e Naviraí, onde a informação chega muitas vezes pelo rádio e pelas redes locais, esse cuidado vale ainda mais. Quem vive na fronteira sabe bem como a rotina de informações e serviços na região tem particularidades, algo que aparece no guia da fronteira seca com o Paraguai em Ponta Porã.
Guia eleitoral e preparação para o dia da votação em MS
Acompanhe o guia eleitoral na TV e no rádio para conhecer as propostas dos candidatos a senador por MS. Consulte o site do TSE para ver a lista completa de candidatos e seus respectivos suplentes.
No dia da eleição, leve um papel com os números anotados. A ordem de votação ajuda a não se perder: deputado estadual, deputado federal, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente.
Lembre-se: são dois votos para senador, e cada um deve ser de um candidato diferente. Se você mora no interior e vota em uma escola municipal ou estadual do seu bairro, chegue com antecedência e confira o local de votação no aplicativo do TSE. Aliás, eventos climáticos extremos já mostraram como logística e deslocamento podem afetar a rotina de quem vive longe dos grandes centros, como no caso das chuvas que isolaram uma cidade no Paraná e afetaram mais de 14 mil pessoas. Planejar o trajeto com antecedência nunca é demais.