A passeata pró-Lula em Campo Grande ocupou duas faixas da Avenida Afonso Pena na manhã deste domingo (18), no Centro da capital. O ato, batizado "Todos com Lula, Ato da Virada" e organizado pelo PT, começou por volta das 10h com concentração na Praça do Rádio Clube. Reuniu estudantes, trabalhadores, famílias e lideranças políticas do partido no Estado.
A manifestação acontece a uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e integra a mobilização nacional da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A organização não divulgou estimativa de público até o momento. Quem circulou pelo Centro no fim de semana também pôde acompanhar as interdições em Campo Grande neste sábado, com rotas alternativas e horários específicos.
Passeata pró-Lula em Campo Grande: o que aconteceu na Afonso Pena
A concentração começou por volta das 10h na Praça do Rádio Clube, ponto de partida do trajeto. De lá, os manifestantes seguiram pela Avenida Afonso Pena ocupando duas faixas da via, passaram pela Rua 14 de Julho e pela Rua Barão do Rio Branco, com retorno previsto à praça.
Antes da caminhada, o ato teve discursos em defesa da democracia e da educação pública. Os organizadores instalaram um tapete vermelho na praça para uma atividade simbólica dedicada ao ensino público, com proposta de desfile de estudantes formados na rede pública ou que ingressaram no ensino superior por meio de políticas públicas.
Faixas e palavras de ordem
A passeata teve bandeiras e cartazes com temas como educação, soberania e defesa da democracia. Entre os gritos entoados pelo percurso, os participantes reforçaram a ideia de "virada" no segundo turno e o apoio ao presidente no Estado.
Falas de participantes
Estudantes e moradores que compareceram ao ato explicaram as motivações para estar na rua.
Vinicius Amorim, 20 anos, destacou o caráter geracional da mobilização:
"Esse ato está demonstrando que a gente tem uma juventude preocupada com o seu futuro, preocupada em ter acesso à universidade, e aqui ao lado da juventude estão trabalhadores e trabalhadoras que também temem pelos seus direitos assegurados na Constituição e as conquistas do governo Lula nos últimos anos"
Gessica Enira, 21 anos, também estudante, resumiu o clima entre os mais jovens: "A gente tá com medo do futuro". Já Gabriel Gil, 24 anos, estudante de jornalismo, falou sobre a importância da presença nas ruas: "Se a gente não vir atrás, não tem quem vem por nós".
Leonice Gomes, 63 anos, empresária, trouxe o olhar de quem avalia a gestão pelos resultados econômicos e sociais:
"O agro cresceu, a educação, os projetos sociais. Então é isso que eu acredito"
Outros participantes defenderam o ato como espaço de respeito à pluralidade política. "É um ato nacional em defesa da democracia, da soberania e de todos aqueles que querem continuar tendo os seus posicionamentos políticos e ideológicos respeitados", afirmou um dos presentes, que completou: "Não é só da esquerda, é da direita, do centro e da esquerda".
Ato da virada em Campo Grande: conexão com o calendário do segundo turno em MS
A manifestação na Afonso Pena ocorre no intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais. Em Mato Grosso do Sul, os eleitores voltarão às urnas em 25 de outubro para definir o voto no Estado.
Segundo o deputado estadual Pedro Kemp (PT), o resultado do primeiro turno levou os apoiadores do presidente a intensificar a mobilização nas ruas. A leitura de parte dos organizadores é de que o eleitorado que esperava uma definição já no primeiro turno agora se reorganiza para os atos de rua.
O vereador Jean Ferreira (PT) anunciou que outras manifestações estão previstas para os dias que antecedem a votação. A programação será divulgada nos canais do partido e dos organizadores.
Agenda estadual
Além da passeata deste domingo, novos atos estão previstos para sexta-feira e sábado, véspera da votação. A promessa dos organizadores é manter a militância em atividade em Campo Grande e no interior até 25 de outubro. A agenda cultural da cidade também segue movimentada: tem cinema grátis em Campo Grande com o Cineclube da Boca, que exibe "City of Lost Souls" neste domingo, com pipoca e refrigerante.
Repercussão local
Entre os apoiadores que participaram do ato, a avaliação é de que a passeata serviu para mostrar força na reta final. "Eu vejo que as pessoas que achavam que o Lula ganharia no primeiro turno levaram um susto e agora estão nas ruas exigindo a reeleição do presidente Lula. É o momento de mostrar a sua força", disse um dos presentes.
Manifestação na Afonso Pena: organização, segurança e próximos passos
O ato foi convocado pelo PT, com participação de lideranças partidárias locais. Estiveram presentes o vereador Jean Ferreira, o deputado estadual Pedro Kemp, a deputada federal Camila Jara (PT), o deputado federal Vander Loubet (PT), o deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT) e o ex-deputado federal Fábio Trad (PSD), candidato ao governo do Estado. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também apoiou a mobilização.
A estrutura montada na Praça do Rádio Clube incluiu o tapete vermelho da atividade simbólica em defesa da educação pública.
Segurança e trânsito
Com duas faixas da Afonso Pena ocupadas, o trânsito no trecho central da avenida teve alterações ao longo da manhã. Motoristas que passaram pela região precisaram redobrar a atenção nos cruzamentos com a 14 de Julho e a Barão do Rio Branco durante o percurso.
Como participar dos próximos atos
Os organizadores orientam que a programação dos atos de sexta-feira e sábado será divulgada nos canais oficiais do partido e dos organizadores. Quem quiser acompanhar as convocações deve ficar atento a esses canais ao longo da semana.
Repercussão e expectativas para a reta final do segundo turno
A avaliação dos organizadores é de que a passeata buscou reacender a militância na capital a uma semana da votação. A aposta é que os atos de rua ajudem a mobilizar eleitores e a manter o engajamento até o dia 25 de outubro.
Para os próximos dias, a promessa é de novas atividades em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul. A cidade tem outros eventos no calendário, como os Jogos Urbanos Indígenas de Campo Grande, que na 19ª edição reúnem 21 comunidades no Parque do Sóter com almoço coletivo e disputa. O Cidades News acompanha as próximas manifestações e a agenda eleitoral no Estado.
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Perguntas frequentes
Quando e onde aconteceu a passeata pró-Lula em Campo Grande? Neste domingo (18), com concentração a partir das 10h na Praça do Rádio Clube, no Centro da capital. Os manifestantes seguiram pela Avenida Afonso Pena, passaram pela Rua 14 de Julho e pela Rua Barão do Rio Branco, com retorno previsto à praça.
Quantas pessoas participaram do ato? A organização não divulgou estimativa de público até o momento. A passeata ocupou duas faixas da Avenida Afonso Pena.
Quem organizou a manifestação? O ato "Todos com Lula, Ato da Virada" foi organizado pelo PT, com apoio da CUT e participação de lideranças políticas do partido no Estado.
O que foi o tapete vermelho na Praça do Rádio Clube? Foi uma atividade simbólica dedicada à educação pública, com proposta de desfile de estudantes formados na rede pública ou que ingressaram no ensino superior por políticas públicas.
Haverá outros atos antes da votação? Sim. Novos atos estão previstos para sexta-feira e sábado, antes do segundo turno de 25 de outubro. A programação será divulgada nos canais do partido e dos organizadores.
O trânsito na Afonso Pena foi afetado? Sim. Com duas faixas ocupadas pelos manifestantes, o trânsito no trecho central da avenida teve alterações durante a manhã, especialmente nos cruzamentos com a 14 de Julho e a Barão do Rio Branco.